Cabala

A Cabala (em hebraico significa “receber”) fez sua estréia há cinco mil anos na Mesopotâmia em uma antiga região que, hoje, localiza no Iraque. A Mesopotâmia não foi apenas a terra natal da Cabala, mas do misticismo e de todos os ensinamentos antigos. Naqueles dias as pessoas acreditavam em diversos ensinamentos diferentes, na sua maioria seguindo mais de um ensinamento por vez. A astrologia, a previsão do futuro, a numerologia, a mágica, a feitiçaria, a previsão do futuro, os encantos, o mau-olhado – tudo isso e muito mais foi desenvolvido e floresceu na Mesopotâmia, o centro cultural do mundo antigo.

Enquanto as pessoas estavam felizes com suas crenças, elas não sentiam necessidade de mudança e desejo. Em relação as mudanças, as pessoas queriam saber que suas vidas estariam seguras, e o que elas precisavam realizar para fazer delas algo aprazível. Não estavam perguntando sobre a origem da vida ou, mais importante, quem ou o quê tinha criado as regras da vida. Por outro lado, conforme os desejos da humanidade se desenvolveram, eles impulsionaram as pessoas a estudar seu meio ambiente, para que elas pudessem preenchê-los. Diferentemente de minerais, plantas e animais, as pessoas constantemente se desenvolvem. A cada geração, e em cada pessoa, os desejos vão ficando cada vez maiores.

O desejo é composto de cinco níveis – zero a quatro. Os cabalistas se referem a esse desejo como “o desejo de receber prazer”, ou simplesmente, “o desejo de receber”. Quando a Cabala surgiu, o desenho de receber estava no nível zero. Hoje, assim como você deve ter imaginado, nós estamos no nível quatro – o nível mais intenso, a busca da espiritualidade. Na visão dos cabalistas, a espiritualidade pode ser traduzida ao Criador ou a Natureza –convite pessoal para se experimentar o mundo espiritual, um nível superior de conhecimento. Este conhecimento é traduzido no estudo da Menorah com as dez sefirots e seus quatro desejos: Keter (fase zero), – Chochmá (fase um) , Biná (fase dois),Chesed,Gevurá, Teferet, Netzach, Hod e Yesod (fase três) e Malchut (fase quatro).

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Nos primórdios, quando o desejo de receber estava no nível zero, os desejos não eram poderosos o bastante para nos separar da Natureza e uns dos outros. No decorrer da história da humanidade, conforme as pessoas começam a se colocar em oposição ao seu meio ambiente e a suas sociedades, elas não mais se relacionam com os outros como família, com a Natureza como lar. O ódio substitui o amor, e as pessoas se afastam e tornam-se desligadas umas das outras, o que causa muito dos problemas que temos hoje: drogas, terrorismo, desgraça, mortes, prostituição, depressões, fobias,crises, divórcios, problemas ambientais, entre tantos problemas que afetam a nossa humanidade neste século.

Atualmente, muitas pessoas estão cansadas das falsas promessas de riqueza, saúde, e o mais importante, de um amanhã seguro. Pouquíssimas pessoas atingiram tudo isso agora, e mesmo elas, não podem estar certas de que continuarão a possuir essas coisas amanhã. O benefício deste estado é que ele nos força a examinarmos nossa direção e perguntarmos: Não seria possível que estivéssemos trilhando o caminho errado todo esse tempo?

Particularmente hoje, conforme nos apercebemos da crise e do impasse que estamos encarando, nós podemos abertamente admitir que o caminho que tínhamos escolhido é uma rua sem saída. Em vez de compensarmos com oposição à Natureza, deveríamos ter transformado o nosso egoísmo em altruísmo, e consequentemente em uma união com a Natureza.

Hoje estamos começando a compreender que somos todos conectados e que precisamos reconstruir uma nova humanidade unida. Ao construí-la, reconstruiremos nossa conexão coma Natureza, com o Criador. O Criador trata a todos nós como um ser criado único e unido. Nós tentamos alcançar nossos objetivos egoisticamente, mas hoje estamos descobrindo que nossos problemas apenas serão resolvidos coletivamente e de forma altruísta – ações de um indivíduo que beneficiam outro, podendo, algumas vezes, ter algum tipo de prejuízo para o próprio. No sentido comum do termo, é muitas vezes percebida como sinônimo de solidariedade.

Os últimos cinco mil anos da evolução humana têm sido um processo onde há a experimentação de métodos que foram e vieram, mas não nos tornamos mais felizes. Agora que o método da Cabala emergiu, focado em corrigir o mais alto nível de egoísmo, nós não mais precisamos trilhar o caminho da desilusão. Nós podemos simplesmente corrigir nosso pior egoísmo por meio da Cabala, e todas as outras correções virão em seguida como um efeito dominó. Assim, durante essa correção, nós podemos sentir preenchimento, inspiração e prazer.

No começo deste novo século XXI, todos os níveis já foram completados, exceto o desejo pela espiritualidade, que está emergindo com força total. Quando o corrigirmos, nos uniremos com o Criador porque nosso desejo pela espiritualidade é na realidade o desejo pela unidade com o Criador. Este será o clímax do processo evolucionário do mundo e da humanidade.Sendo assim, se você está em busca na sua espiritualidade, venha para a Cabala. Ela é a ponte entre o mundo terreno para o plano espiritual, revelando uma escada que vai do efêmero ao ETERNO.

Se você quiser mais informações, escreva para mim: contato@medalternativa.com.br

Fonte: Se você ficou interessado, consulte LAITMAN, R. M. A Revelação da Cabala. Rio de Janeiro: Imago, 2008.